Serviço de amizade pública: de verdade, se você tem um amigo que vai fazer uma viagem ao exterior e pede a ele para trazer alguma coisa, seja razoável. Alías, pense junto comigo. No fundo, a verdade é que ele estará te fazendo um favor, certo? Em todos os sentidos. Em sair da rotina programada ou não, para ir a algum lugar específico para comprar a sua encomenda (soma-se aqui, além do tempo, a locomoção que, provavelmente será de táxi), em trazer a sua encomenda na mala (que pode ser uma agulha mas pode ser uma bota), em se preocupar em como acondicionar a sua encomenda na bagagem (que pode ser um pedaço de pedra mas também pode ser um filtro para a sua máquina digital e no final, você não vai querer saber se o cara do aeroporto jogou a sua mala como se fosse um saco de feno esteira afora), em como efetuar o pagamento da sua referida encomenda (que... bem, sem parênteses). O fato é que, só quem sabe o que é trazer encomenda alheia para alheios entende o pé no saco que esta simples atividade pode se transformar. A primeira coisa que você tem que ter clareza é que tudo pode acontecer durante o processo e você não vai ter o seu Nintendo dsi II para dar de presente ao seu sobrinho porque, até mesmo no final da etapa, com tudo dando certo, ainda tem a Receita Federal que pode não ir com a cara do seu amigo e ficar com tudo pra ela. A questão do pagamento é um detalhe importante. Não peça para colocar no cartão de crédito do seu amigo, porque na melhor das hipóteses você já vai estar utilizando a cota do cartão que ele dispõe e se você não sabe o quanto aquele cartão do seu amigo já está comprometido com divisas relativas à viagem (diárias de hotel, seguro saúde no exterior, aluguel de carro...) mais complicado ainda, porque até vinte dólares ou vinte euros para os seres mortais, é considerável no orçamento. E ainda, não venha com "transfiro o valor para a sua conta" porque também não vai resolver o problema. Afinal, o que se faz com real na Tanzânia? Se você fez encomendas para o se amigo e o valor final é x pesetas espanholas, arrume as x pesetas espanholas. Porque no caixa, a dona dançarina de flamenco só vai aceitar as pesetas espanholas. Dar o dindim em real para o seu amigo é fazer com que ele tenha que se virar em transformar aquele valor para a moeda do outro país. E isso, tirando atravessadores, implica ainda em pagar taxas em banco e imposto. E nessa, até você dança porque o valor final será maior. Enfim, seja ainda mais legal. Além de avaliar se a sua encomenda não vai ocupar a metade da mala do seu amigo (lembre-se que são só 26 quilos em cada um dos dois volumes), veja se dois videogames não vai estorar a cota de 500 dólares da receita, se a sombra para os olhos com extrato de ursa polaca vende na esquina e não do outro lado da cidade e se você adianta o dindim na moeda do país. Um dia chegará a sua vez e você entenderá o que significa isto diante da lista que a família já te entregou.
Escrito por gi às 5:43 PM
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Falando na gravidez, que nunca mais escrevi aqui, duas tentativas frustadas de descobrir o sexo do bebê me fizeram perceber que não tenho passado por nem a metade da ansiedade ou medo ou alegria ou neuras ou qualquer outro sentimento extrêmico como da outra vez. Eventualmente, apareceram inseguranças e tal. Não comprei uma roupinha até o presente momento além daquela que vi numa promoção no Wal-Mart (sai de mim!). Meu maior sonho de consumo é um suporte pra banheira. Acho que vou fazer um chá de bebê no blog.
Escrito por gi às 12:43 AM
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